CULTURA BRASILEIRA

A cultura esportiva no Brasil

A capoeira ou capoeiragem é uma expressão cultural brasileira que mistura arte marcial, esporte, cultura popular e música, desenvolvida no Brasil.

O futebol é o esporte mais popular no Brasil, basquetebol, futsal, voleibol, automobilismo e as artes marciais também têm grande popularidade no país. Embora não sejam tão praticados e acompanhados como os esportes citados anteriormente, tênis, handebol, natação e ginástica têm encontrado muitos seguidores brasileiros ao longo das últimas décadas.

Alguns esportes têm suas origens no Brasil:
Futebol de praia, futsal (versão oficial do futebol indoor), footsack, futetênis e futevôlei emergiram de variações do futebol. Outros esportes criados no país são a peteca, acquaride, frescobol, sandboard e o biribol.

Nas artes marciais, os brasileiros têm desenvolvido a capoeira, vale-tudo e o jiu-jitsu brasileiro.

No automobilismo também é muito popular no brasil.

Como o futebol moldou a identidade cultural do brasileiro
Maracanã, estádio mais famoso do Brasil, templo do futebol nacional.

“O futebol teria numa sociedade como a brasileira, em grande parte formada de elementos primitivos em sua cultura, uma importância toda especial. E era natural que tomasse aqui o caráter particularmente brasileiro que tomou. O desenvolvimento do futebol, não num esporte igual aos outros, mas numa verdadeira instituição brasileira, tornou possível a sublimação de vários daqueles elementos irracionais de nossa formação social e de cultura”.

As palavras de Gilberto Freyre, no prefácio do livro “O Negro no Futebol Brasileiro”, são definitivas.

A partir da década de 1930, o futebol viveu sua grande expansão. O profissionalismo também abriu as portas para ídolos negros como Leônidas da Silva e Domingos da Guia, de identificação imediata com uma parcela da população marginalizada. Ao mesmo tempo, surgiam os primeiros estádios de multidões, como São Januário e o Pacaembu. E o Estado Novo fazia que o esporte em geral, mas o futebol em particular, se tornasse ferramenta política.

Por muitas vezes, a música serviu para proclamar os feitos do futebol, e os casos mais clássicos são de “A Taça do Mundo é nossa” e “Pra Frente Brasil”, os temas das conquistas da Seleção na Copa do Mundo de 1958 e 1970.

A linguagem específica do futebol é fenômeno estudado faz tempo. Por exemplo, o primeiro “Dicionário do Futebol”, para explicar os verbetes tradicionais do boleirês, surgiu quando o Uruguai sequer havia levantado a Jules Rimet pela primeira vez (primeira copa do mundo - 1930): em 1929, escrito e organizado pelo jornalista Haroldo Maranhão. Ao mesmo tempo, os dicionários comuns adicionavam significados futebolísticos para tantas outras palavras.

“Chutar”, por exemplo. Mais do que o ato em si de bater com o pé, se tornou sinônimo de arriscar ou dar um palpite. O mesmo acontece com vários termos que, literalmente, representam o que acontece dentro de campo, mas servem de metáfora para vários assuntos da vida. É o caso de “show de bola”, “suar a camisa”, “dar um chapéu”, “tirar de letra” e tantas outras expressões que se tornaram corriqueiras além do futebol. Demonstram a importância do esporte para a cultura. E também tornam a língua mais rica e viva, adaptando-se com as mudanças da sociedade.

O futebol é uma verdadeira paixão nacional, encravada na nossa cultura esportiva.

Foto: A/D - Arquivo OpenBrasil.org
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